DICAS


Projeto “Viva Flora”

Viva Flora: solução nanotecnológica amplia a produtividade e o tempo de vitrine de flores e plantas

flores_ornamentais

O projeto propõe o desenvolvimento do produto Viva Flora: um aditivo antimicrobiano líquido nanoestruturado que possui nutrientes necessários ao crescimento da planta e também nanopartículas de prata produzidas com um composto extraído da folha da amendoeira, que aumenta a vida útil de plantas pós corte em até 30%.

O Viva Flora tem a função de proteger as plantas contra patógenos específicos das espécies, seja no cultivo ou pós-colheita de plantas de corte ou no vaso em plantas ornamentais. O efeito antimicrobiano da prata combinada com o tanino combate microrganismos nocivos e melhora a qualidade e durabilidade das plantas.

Por ser nanoestruturado e possui um agente antimicrobiano natural obtido a partir da folha da amendoeira, o Viva Flora diminui o uso dos convencionais defensivos agrícolas ou agroquímicos, bem como reduz a formação de microrganismos super-resistentes presente nos cultivos.

Neste contexto, o Viva Flora objetiva: estender a vida de prateleira de flores e plantas ornamentais pós-colheita; aumentar a produtividade; diminuir o desperdício de plantas não conformes; desenvolver o mercado nacional; estimular exportações; além de agregar valor e qualidade ao setor produtivo e fortalecer o posicionamento da TNS Nanotecnologia como instituição de referência na área.

O mercado de flores e plantas ornamentais organiza-se em milhares de pequenos produtores distribuídos em cooperativas e associações. Mesmo em 2015, considerado um ano de recessão, o setor movimentou R$ 6 bilhões, empregou mais de 200 mil brasileiros e, em 2016, cresceu mais de 8%. Apenas na última década este segmento despontou como um campo promissor da economia nacional, registrando, desde 2006, altas de 5% a 8% em volume e de 4% a 7% em valor, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor). Atualmente, o Brasil é destaque na produção, com mais de 10 mil hectares de área de floricultura e cerca de 8.200 produtores cadastrados no Ibraflor. A profissionalização do setor, o acesso a tecnologias mais avançadas de cultivo e conservação e as outras medidas que tornaram o preço ao consumidor final mais acessível são as principais razões para o crescimento desta área no país.

O mercado é, portanto, bastante promissor e o Viva Flora contribuirá com o acesso dos produtores a uma diferente e eficiente tecnologia de conservação no cultivo e pós-colheita. Além disso, proporcionará maior durabilidade de flores e plantas ornamentais na casa dos consumidores, nas vitrines das floriculturas e no portfólio de decoradores.

Parceiros

  • TNS Nanotecnologia
  • LINDEN/UFSC

 

Gabriel F. Nunes – TNS

Dachamir Hotza – LINDEN/UFSC


Adsorventes Magnéticos para o Tratamento de Efluentes

Golden Technology e Instituto de Química, Universidade de São Paulo

efluente-bruto-e-efluente-tratado

A água é um recurso natural fundamental que vem se tornando cada vez mais escasso em função da demanda crescente pelo setor agropecuário, do setor industrial e doméstico, mas também devido a disposição indevida de rejeitos diretamente ou indiretamente nos corpos d’água em decorrência da crescente atividade humana. Além disso, vale lembrar que apesar do planeta Terra ser conhecido como “planeta água”, a quantidade de água doce disponível é de apenas cerca de 3% do volume total, sendo 97% água salgada ou salobra. Assim, esse recurso natural aparentemente abundante é na realidade bastante escasso, de modo que o desenvolvimento de materiais e processos mais eficientes e baratos para remoção de contaminantes para purificação e remediação ambiental são de suma importância para a preservação dos recursos hídricos e, portanto, da saúde pública e da fauna e flora aquáticas.

Dentre os agentes poluentes, aqueles solúveis em água são especialmente perigosos por serem facilmente absorvidos pelos organismos vivos, provocando efeitos tóxicos ou biológicos indesejados. Dentre eles podem ser citados corantes, hormônios, pesticidas e metais pesados, cada vez mais presentes como contaminantes de corpos d’água. Todos se caracterizam pelo fato de serem de difícil remoção de modo que podem estar presentes em concentrações acima das recomendadas pelos órgãos de fiscalização ambiental e de saúde, mesmo após tratamento pelos processos convencionais atualmente utilizados. Por outro lado, o uso de tecnologias mais sofisticadas como ultra-filtração por membrana e osmose reversa, ainda são caros tendo-se em vista os grandes volumes envolvidos.

Assim, neste projeto visamos a produção em escala piloto de adsorventes magnéticos capazes de remover eficientemente contaminantes solúveis, pois podem ser dispersados em grandes volumes de água e coletados com um imã, deste modo removendo as substâncias tóxicas que ficam retidas no material. Estas por sua vez podem ser removidas por meio de tratamentos específicos de modo a regenerar o material, que assim pode ser reutilizado diminuindo os custos e o impacto ambiental decorrente da sua produção. Em suma, trata-se de nanotecnologia sustentável e voltada para a preservação dos recursos hídricos, fundamentais para a manutenção da vida, do meio ambiente e da atividade econômica, assim contribuindo para o desenvolvimento sócio-econômico do país.


Voltar