DICAS


Workshop SibratecNano 2018

No dia 16 de outubro ocorrerá o Workshop SibratecNano 2018, no Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano/CNPEM), na cidade de Campinas. O evento visa reunir os representantes dos laboratórios SisNANO e das empresas parceiras para o compartilhamento das experiências e aprendizados adquiridos com a execução dos projetos apoiados pelo programa, bem como estimular a cooperação entre ICTs e o setor produtivo.

 

Centro Nacional Energia e Materiais – CNPEM

Laboratório Nacional de Nanotecnologia
Rua Giuseppe Máximo Scolfaro, 10.000
Polo II de Alta Tecnologia
Campinas – São Paulo – Brasil
CEP: 13083-970

 

Confira a programação:

 

9h00 às 9h20 Credenciamento
9h20 às 9h35 Abertura
9h35 às 10h15 Boas vindas: resultados, desafios e perspectivas do programa

Dr. Carlos Cesar Bof Bufon

10h15 às 10h45 1º Case – Chemyunion e NAP-NN (USP/SP)
10h45 às 11h15 Coffee Break
11h15 às 11h45 2º Case – STC Silicone Técnico Composto  e LEMN (UFABC/SP)
11h45 às 12h15 3º Case – Dublauto Gaúcha e CCS (UNICAMP/SP)
12h15 às 13h30 Almoço
13h30 às 14h Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa – Fundep: interação ICTs/empresas.

MSc. Heidi Caroline Lein

14h às 14h30 4º Case – Compline e LNNANO (CNPEM/SP)
14h30 às 15h Coffee Break
15h às 15h30 5º Case – Funcional Mikron e  LNNA (Embrapa Instrumentação, SP)
15h30 às 16h 6º Case – EMG Systems e  NAP-NN (USP/SP)
16h35 às 16h30 Nanomateriais e Nanodispositivos: Associação de Competências

Dr. Ademar Benevolo Lugão e Dr. Rubem Luís Sommer

16h30 às 16h40 Encerramento

 

 


Reunião entre Abipti e SibratecNANO discute parceria e benefícios para ICTs associadas

Júlio César Felix, ex-presidente da Abipti e presidente do Tecpar; Luiz Fernando Vianna, recém eleito presidente da Abipti; e Carlos César Bufon, coordenador do SibratecNANO

Durante o Congresso Abipti 2018, em São Luís (MA), foi realizada uma reunião entre o presidente da Abipti, Luiz Fernando Vianna, o coordenador geral do SibratecNANO – Centros de Inovação em Nanotecnologia, Carlos César Bufon, e associados da entidade. O encontro discutiu uma possível parceria que propicia benefícios às ICTs ligadas à Abipti.

O SibratecNANO é uma iniciativa do Governo Federal, operado pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa – FUNDEP, que aproxima, articula e financia projetos cooperativos entre empresas e 23 laboratórios que fazem parte do Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologias (SisNANO).

A iniciativa tem por objetivo incentivar e potencializar investimento em inovação em empresas de base tecnológica brasileiras, tendo como foco micro e pequenas empresas, embora não exclua a participação de médias e grandes.

“O SibratecNANO tem esse objetivo de atender demandas do setor produtivo na área de nanotecnologia, então a rede foi construída a partir dos laboratórios nacionais de referência na área, aqueles que provaram, de fato, que possuem competência, capital humano, e infraestrutura”, comentou o coordenador geral do SibratecNANO, Carlos César Bufon.

Em razão das propostas de projetos, muitas vezes, não envolverem apenas nanotecnologia, o SibratecNANO tem incentivado com que os laboratórios pré-aprovados para conduzirem os projetos façam parcerias com ICTs, para, assim, poderem assumir novos escopos de trabalho. Daí surgiu o interesse da parceria com a Abipti.

Como a Abipti trabalha visando gerar oportunidades para seus associados, a reunião foi propícia para a aproximação. “A Abipti está apoiando a iniciativa e a ideia é que a gente leve isso como benefício para os nossos associados”, afirmou o presidente da Abipti, Luiz Fernando Vianna. “É uma forma de expandir o portfólio do que nós podemos oferecer para eles”, completou.

A demanda de projetos pode surgir de ambos os lados. Tanto o laboratório pode ter uma posição proativa de ir até empresas, quanto as empresas podem ir até os eles. “A empresa, dependendo do tamanho, entra com uma contrapartida financeira proporcional ao que o SibratecNANO aporta. Então, essa empresa irá utilizar as competências instaladas no laboratório, capital humano, equipamento de última geração, contará com o auxílio de alunos e docentes treinados para trabalharem nos projetos, e, no final, a empresa terá um produto de propriedade intelectual, que poderá licenciar com exclusividade, aumentando seu portfólio de produtos”, explicou o coordenador geral.

“A Abipti conecta várias instituições de pesquisa, e essas instituições também têm contato com empresas, então, hoje, o SibratecNANO enxerga a Abipti como um parceiro para levar a ideia às empresas. Nós queremos uma junção de competências, queremos que as ICTs parceiras venham trazer conhecimento para os laboratórios SisNANO, para, assim, aumentar o potencial de inovação e o portfólio de serviços”, finalizou.

 

Fonte: ABIPTI


PROJETOS APROVADOS – CICLO 04/2018

Confira os resultados de cada rede

NANODISPOSITIVOS E NANOSENSORES

ÁREA: NANODISPOSITIVOS E NANOSENSORES – CICLO 01/2018
Empresa LabSisNano
SAWDES Laboratório Nacional de Nanotecnologia – LNNANO (CNPEM/ SP)
TNS Laboratório Interdisciplinar para o Desenvolvimento de Nanoestruturas -LINDEN (UFSC/SC)
NANOPLUS Laboratório Associado de Desenvolvimento e Caracterização de Nanodispositivos e Nanomateriais – LANano (UFMG/MG)
I-VISION Laboratório Associado de Desenvolvimento e Caracterização de Nanodispositivos e Nanomateriais – LANano (UFMG/MG)

 

NANOMATERIAIS E NANOCOMPÓSITOS

 

ÁREA: NANOMATERIAIS E NANOCOMPÓSITOS – CICLO 01/2018
Empresa LabSisNano
EMBRACO Laboratório Interdisciplinar para o Desenvolvimento de Nanoestruturas -LINDEN (UFSC/SC)
ALCHEMY Núcleo de Apoio à Pesquisa em Nanotecnologia e Nanociências NAP-NN (USP/SP)
BIORIGIN Laboratório de Nanotecnologia para o Agronegócio – LNNA (Embrapa Instrumentação/ SP)

 

Para os projetos aprovados: A Fundep entrará em contato com as proponentes para informar o valor aprovado e dar início ao processo de contratação.

Para os projetos não contemplados: O Núcleo de Coordenação irá entrar em contato para envio do parecer.


Resultados dos enquadramentos – ciclo 04/2018

Confira a listagem dos projetos enquadrados no ciclo 04/2018.

No dia 05/03/2018 serão divulgação os resultados e as informações sobre as contratações.

 

ÁREA: NANODISPOSITIVOS E NANOSENSORES – CICLO 04/2018
Empresa LabSisNano
SAWDES Laboratório Nacional de Nanotecnologia – LNNANO (CNPEM/ SP)
TNS Laboratório Interdisciplinar para o Desenvolvimento de Nanoestruturas -LINDEN (UFSC/SC)
NANOPLUS Laboratório Associado de Desenvolvimento e Caracterização de Nanodispositivos e Nanomateriais – LANano (UFMG/MG)
I-VISION Laboratório Associado de Desenvolvimento e Caracterização de Nanodispositivos e Nanomateriais – LANano (UFMG/MG)

 

 

ÁREA: NANOMATERIAIS E NANOCOMPÓSITOS – CICLO 04/2018
Empresa LabSisNano
MARINA TECNOLOGIA Laboratório Interdisciplinar para o Desenvolvimento de Nanoestruturas -LINDEN (UFSC/SC)
HYDRA Laboratório Interdisciplinar para o Desenvolvimento de Nanoestruturas -LINDEN (UFSC/SC)
EMBRACO Laboratório Interdisciplinar para o Desenvolvimento de Nanoestruturas -LINDEN (UFSC/SC)
CHEM4U Complexo Laboratorial Nanotecnológico – CLN (UFABC/SP)
BIORIGIN Laboratório de Nanotecnologia para o Agronegócio – LNNA (Embrapa Instrumentação/ SP)
ALCHEMY Núcleo de Apoio à Pesquisa em Nanotecnologia e Nanociências NAP-NN (USP/SP)
MADZ Núcleo de Bionanomanufatura – Bionano (IPT/SP)

 


SibratecNano abre edital para propostas até dia o 29

Até o dia 29 de janeiro, estão abertas as inscrições para o 4º ciclo de avaliações de projetos direcionados à criação de produtos e processos nanotecnológicos, com foco no mercado e na geração de valor para negócios e sociedade. O edital publicado pelo Sistema Brasileiro de Tecnologia/Centro de Inovação em Nanotecnologia (SibratecNano) é voltado especialmente para as micro e pequenas empresas (MPEs), que devem apresentar um orçamento indicativo entre R$ 100 mil e R$ 400 mil para aporte a ser realizado pelo SibratecNano. As áreas de interesse são:
Centro de Inovação em Nanomateriais e Nanocompósitos e Centro de Inovação em Nanodispositivos e Nanosensores.

O SibratecNano funciona com recurso do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), e execução da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep). O programa articula e financia projetos cooperativos entre empresas e os pesquisadores dos Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs) que compõem o Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologias (SisNano), também vinculado ao governo federal. Juntas, essas instituições formam um grupo que cria oportunidades de apoio ao desenvolvimento tecnológico e ao potencial inovador de empreendimentos nacionais de todos os portes, especialmente as microempresas, por meio de soluções nanotecnológicas.

Em Minas Gerais, três laboratórios estão credenciados. Na área de Nanomateriais e Nanocompósitos, Laboratório Associado de Desenvolvimento e Caracterização de Nanodispositivos e Nanomateriais – LANano (Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG), em Belo Horizonte; Nanodispositivos e Nanosensores, Laboratório de Química de Nanoestruturas de Carbono – LQN (Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear / Comissão Nacional de Energia Nuclear – CDTN/CNEN), em Belo Horizonte; e Laboratório Associado SisNano da Universidade Federal de Viçosa – (UFV), em Viçosa, na Zona da Mata.

De acordo com a analista de negócios e parceira da Fundep, Heidi Lein, o edital é destinado a empresas que já tenham conexão com algum dos laboratórios credenciados. O objetivo é aumentar as possibilidades de diálogo entre empresas e centros de pesquisa, contribuindo para que o conhecimento produzido pela academia chegue ao mercado e à população de forma ampla.

“A empresa deve escolher uma rede temática e já ter estabelecido contato com o laboratório que irá trabalhar. O projeto não pode estar em fase ideológica, precisa já ter sido iniciado. Existe um grau mínimo de maturidade do projeto definido no edital”, explica Heidi Lein.

A nanotecnologia é uma das mais recentes fronteiras do desenvolvimento científico. Através dela, com o estudo das partículas em escala nanométrica – igual a um bilionésimo de metro -, cientistas podem manipular e organizar átomo por átomo para fazer combinações e obter estruturas com grau superior de qualidade, eficiência e produtividade. É essa capacidade de criar materiais mais fortes, resistentes e duráveis, que promove progressos em diversas áreas, posicionando a nanotecnologia como uma ciência estratégica para a economia do País. Com a versatilidade dos componentes, as possibilidades de aplicação parecem infinitas: do setor de informática, à agronomia e medicina.

Segundo o pesquisador no Laboratório de Nanoscopia/LabNano – Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN/MCTIC), Maximiliano Delany Martins, a nanociência trabalha com os materiais em escala próxima às moléculas e átomos. Assim é possível criar ou modificar materiais de acordo com necessidades específicas.

“Os filtros solares, por exemplo, que há décadas deixavam manchas brancas sobre a pele, hoje são transparentes graças à nanotecnologia. Se um produtor resolver vender o produto feito como antigamente não terá sucesso. Esse é um exemplo simples de como a nanotecnologia chega ao consumidor e transforma produtos e modelos de negócios”, exemplifica Martins.

O professor trabalha LabNano com o projeto “Processo de Modificação de Superfície Aplicado à Titânio para Implantes Osseointegráveis”, já contemplado pelo SibratecNano. O processo resulta na modificação da superfície aplicado a implantes odontológicos de titânio. O material nanoestruturado favorece a osseointegração, ou seja, o processo de fixação entre osso e implante.

“Nesse caso, a tecnologia vai permitir um processo de integração seja mais rápido e fácil em situações de grande desgaste ou de acesso mais difícil. Isso faz com que o processo também se torne mais barato e menos penoso. Aqui a nanotecnologia atua sobre o processo”, pontua o pesquisador.

Iniciativas como o SibratecNano são saudadas como um caminho de fomento e desenvolvimento tanto da ciência como da indústria nacional. “A nanociência é considerada a quinta revolução industrial. De maneira geral ainda há muito espaço para investimento em pesquisa no Brasil.
Esperamos que ações como o SibratecNano aconteçam com frequência. É a oportunidade ideal para juntarmos as empresas que não têm dinheiro e os laboratórios que, muitas vezes, estão distantes das necessidades da sociedade”, comemora o professor.

“Um ponto importante é que os recursos dessa edição já estão em caixa, portanto não serão cortados pelo governo federal. O SibratecNANO funciona em fluxo contínuo. Esperamos ter mais uma edição no segundo semestre, então as empresas já podem ir se preparando. Laboratórios interessados em integrar o Sistema podem entrar em contato com o Ministério”, destaca a analista de negócios da Fundep.

Fonte: Daniela Maciel – Diário do Comércio


Nanotecnologia como plataforma de inovação

Quer aplicar a nanotecnologia em novas soluções para o mercado? No programa SibratecNANO, você pode desenvolver esta inovação em parceria com empresas e contar com financiamentos de R$ 100 mil a R$ 400 mil. O período de submissão de projetos começa hoje (4/12)

Instrumento de aproximação entre setor empresarial e rede científica, o Sistema Brasileiro de Tecnologia – Centro de Inovação em Nanotecnologia (SibratecNANO) está com o 4º ciclo de avaliação aberto. O chamamento convida empresários e pesquisadores do Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologias (SisNANO) a formarem uma parceria para o desenvolvimento de projetos inovadores. O programa prevê apoio financeiro de R$ 100 mil a R$ 400 mil para a execução das iniciativas.

 

Prazo aberto para envio de propostas

O período para submissão de propostas começa hoje, dia 4 de dezembro, e segue até 29 de janeiro de 2018. Empresários, com a colaboração de um ou mais laboratórios do SisNANO, podem submeter projetos direcionados à inovação em produtos e processos nanotecnológicos, com foco no mercado e na geração de valor para negócios e sociedade.

Os projetos devem atender uma das redes de interesse do SibratecNANO: Centro de Inovação em Nanomateriais e Nanocompósitos; e Centro de Inovação em Nanodispositivos e Nanosensores.

Pesquisadores de Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs) que possuem laboratórios credenciados ao SisNANO e ao SibratecNANO podem se vincular para submeter projetos. Já os pesquisadores que atuam no SisNANO podem buscar empresas para firmarem parceria.

 

Confira as orientações completas e a lista dos laboratórios credenciados no SibratecNANO: www.sibratecnano.com

 

SibratecNANO Com recurso do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), e execução da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep), o Programa articula e financia projetos cooperativos entre empresas e ICTs que compõem o Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologias (SisNANO), também vinculado ao Governo Federal.

Juntas, essas instituições formam um grupo que cria oportunidades de apoio ao desenvolvimento tecnológico e ao potencial inovador de empreendimentos nacionais de todos os portes, especialmente as microempresas, por meio de soluções nanotecnológicas.

O SibratecNANO está se consolidando como uma iniciativa que atua na ampliação da inovação das empresas para, assim, expandir a qualidade de produtos e a maturidade de negócios e processos, elevando o valor, a produtividade e a competitividade das organizações no mercado brasileiro.

 

O SibratecNANO é executado pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa


PANNANO REÚNE INSTITUIÇÕES NACIONAIS E INTERNACIONAIS DE NANOTECNOLOGIA

A primeira edição da Pannano, Conferência Pan-Americana de Nanotecnologia, começou hoje, dia 27, e vai até 30 de novembro. Com realização na cidade de Guarujá, em São Paulo, a iniciativa promove o encontro de especialistas para discutir o uso da nanotecnologia e nanopartículas no desenvolvimento de aplicações úteis e sustentáveis na América do Norte, do Sul e Central.

A Conferência é a oportunidade para alcançar a maior assembleia de nanotecnologia do mundo, propiciando redes e parcerias na área. A programação visa capacitar pesquisadores e indústrias sobre aspectos sociais e econômicos dos nanomateriais e da nanotecnologia em produtos de consumo e atividades industriais, além de disseminar conhecimento sobre nanotecnologia, interações e comportamentos dos nanomateriais com diferentes sistemas biológicos, químicos e ambientais.

SibratecNANO na Conferência

O SibratecNANO, Sistema Brasileiro de Tecnologia/Centro de Inovação em Nanotecnologia, patrocina a Pannano e vai marcar presença no evento. Com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI) e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), e executado pela Fundep, o programa articula e financia projetos cooperativos entre empresas e os pesquisadores dos Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs) que compõem o Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologias (SisNANO), também vinculado ao Governo Federal.

Juntas, essas instituições formam um grupo que cria oportunidades de apoio ao desenvolvimento tecnológico e ao potencial inovador de empreendimentos nacionais de todos os portes, especialmente as microempresas, por meio de soluções nanotecnológicas.

O SibratecNANO é de fluxo contínuo e possui ciclos de avaliações de acordo com suas redes. Com um estande na Pannano, o Programa vai divulgar detalhes sobre o seu funcionamento, os laboratórios participantes e o próximo ciclo de avaliações de projetos com prazo para submissão a partir do dia 4 de dezembro.

 

Pannano 2017

Data: 27 a 30 de novembro

Local: Hotel Casa Grande Convention Center, Praia do Guarujá, São Paulo – Brasil – Mapa

Programação completa

Para mais informações acesse: www.panamericannano2017.com


Resultado – empresas aprovadas no ciclo de avaliação 03/2017

Confira a lista das empresas aprovadas no ciclo de avaliação 03/2017

As empresas contempladas serão contatadas diretamente pela Fundep para início da contratação. As empresas que não tiveram projetos aprovados neste ciclo receberão parecer de seus projetos pelo Núcleo de Coordenação de cada rede.


Resultado do Enquadramento Ciclo 03 – 01/2017

Confira os projetos enquadrados no ciclo  03 – 01/2017

 


Pesquisadores do Ceará desenvolvem saneante de alta eficiência

Produto desenvolvido a partir de nanopartículas poderá ser utilizado em ambientes hospitalares no combate a superbactérias

(Foto: Ribamar Neto/UFC)

Um saneante de alta eficiência, desenvolvido a partir de nanopartículas para ser utilizado em unidades hospitalares no combate a superbactérias. Esse é o produto que está sendo desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Materiais Funcionais Avançados (LaMFA), do Departamento de Física da Universidade Federal do Ceará (UFC). Coordenado pelo professor Odair Pastor Ferreira, o projeto nasceu de uma demanda da empresa cearense Tecnoquímica Indústria e Comércio, e em outubro está saindo do laboratório para ser testado em escala pré-piloto.

“Basicamente, nos saneantes convencionais, os microorganismos podem se tornar resistentes, dando origem, por exemplo, às super bactérias. O que estamos propondo nesse produto é um mecanismo diferenciado que evite essa super resistência. Os estudos iniciais mostraram isso e esperamos confirmar essa eficiência na escala piloto”, ressalta Ferreira. Segundo ele, a pesquisa foi realizada ao longo dos últimos dois anos, por uma equipe de 10 pessoas e contou a participação do professor Amauri Jardim de Paula.

Na fase laboratorial, foram realizados testes in vitro com o uso de nanopartículas metálicas em saneantes, trabalhando em quantidades que vão de 100 ml até 1 litro do produto. A equipe conseguiu a parte mais difícil do desenvolvimento do produto, que é estabilizar as nanopartículas. Os resultados prévios mostraram que a fórmula desenvolvida é eficiente para um amplo espectro de microorganismos. “Nessa fase o produto não é aplicado em ambiente real”, esclarece Ferreira.

Escala pré-piloto

Concluída a etapa no laboratório, a empresa e a equipe de pesquisa querem levar o projeto para escala industrial. A previsão é que esse trabalho comece a partir do próximo mês de outubro e dure 18 meses. Nessa fase pré-piloto, o grupo, explica o coordenador do projeto, deve aprofundar os testes ampliando o espectro de microorganismos. Depois, deve desenvolver um produto-piloto, avaliando se as características do produto se mantêm com a produção em larga escala. “Só depois dessa etapa é que poderemos fazer uma estimativa de quando o produto estará no mercado”, pondera Ferreira.

Nesse ponto, é necessário considerar também os aspectos econômicos. De nada adianta, diz o professor Ferreira, ter o melhor produto se o custo de produção não puder ser absorvido pelo mercado. “Vamos tirar todas as dúvidas sobre custo de processo e de matéria prima. Essa etapa é tão importante quanto a laboratorial, pois além de confirmar a parte técnica, vamos testar a eficiência e avaliar todas as questões econômicas. Chegar ao mercado depende de uma série de parâmetros”, avalia.

De acordo com professor Ferreira que é químico pela Universidade Estadual de Maringá, a etapa pré-piloto é muito importante. “A partir desse momento vamos usar matéria prima industrial e não mais laboratorial (PA), queremos chegar a testes com até 500 litros do produto. O próximo passo será entregar esse material para um laboratório credenciado da Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – para aplicar o protocolo dessa Agência, para saneantes, e queremos atingir o máximo dessa classificação”, enfatiza.

Universidade-empresa

A equipe do LaMFA irá receber R$ 300 mil ao longo desses 18 meses para realizar essa etapa do desenvolvimento do produto. A empresa Tecnoquímica entrará com 10% de contrapartida. Os recursos são do Sistema Brasileiro de Tecnologia em Nanotecnologia (Sibratec-SisNano), programa de inovação na área de nanomateriais e nanodispositivos que opera através da Financiadora de Recursos de Projetos (Finep) do do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI).

O professor Ferreira, que já atuou no setor privado como pesquisador e coordenador de Pesquisas e Desenvolvimento, tem experiência em projetos que contam com a interação Universidade-Empresa, pois participou de processos de transferência de tecnologia. Ele possui cinco patentes depositadas, das quais duas foram licenciadas, resultando em produtos de base nanotecnológica lançados ao mercado.

“Esta relação (entre Academia e setor privado) é muito importante. Porque quem faz a inovação é a empresa. É ela quem conhece as demandas do mercado. A Universidade contribui para essa inovação. De que forma? Com o conhecimento específico de seus pesquisadores”, afirma.

Atualmente, a UFC e a empresa estão negociando os termos do convênio – que deve gerar depósito de patente e, consequentemente, royalties a partir do momento da comercialização – para levar a cabo o desenvolvimento do produto.

Fonte: NossaCiência


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