DICAS


Adsorventes Magnéticos para o Tratamento de Efluentes

Golden Technology e Instituto de Química, Universidade de São Paulo

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A água é um recurso natural fundamental que vem se tornando cada vez mais escasso em função da demanda crescente pelo setor agropecuário, do setor industrial e doméstico, mas também devido a disposição indevida de rejeitos diretamente ou indiretamente nos corpos d’água em decorrência da crescente atividade humana. Além disso, vale lembrar que apesar do planeta Terra ser conhecido como “planeta água”, a quantidade de água doce disponível é de apenas cerca de 3% do volume total, sendo 97% água salgada ou salobra. Assim, esse recurso natural aparentemente abundante é na realidade bastante escasso, de modo que o desenvolvimento de materiais e processos mais eficientes e baratos para remoção de contaminantes para purificação e remediação ambiental são de suma importância para a preservação dos recursos hídricos e, portanto, da saúde pública e da fauna e flora aquáticas.

Dentre os agentes poluentes, aqueles solúveis em água são especialmente perigosos por serem facilmente absorvidos pelos organismos vivos, provocando efeitos tóxicos ou biológicos indesejados. Dentre eles podem ser citados corantes, hormônios, pesticidas e metais pesados, cada vez mais presentes como contaminantes de corpos d’água. Todos se caracterizam pelo fato de serem de difícil remoção de modo que podem estar presentes em concentrações acima das recomendadas pelos órgãos de fiscalização ambiental e de saúde, mesmo após tratamento pelos processos convencionais atualmente utilizados. Por outro lado, o uso de tecnologias mais sofisticadas como ultra-filtração por membrana e osmose reversa, ainda são caros tendo-se em vista os grandes volumes envolvidos.

Assim, neste projeto visamos a produção em escala piloto de adsorventes magnéticos capazes de remover eficientemente contaminantes solúveis, pois podem ser dispersados em grandes volumes de água e coletados com um imã, deste modo removendo as substâncias tóxicas que ficam retidas no material. Estas por sua vez podem ser removidas por meio de tratamentos específicos de modo a regenerar o material, que assim pode ser reutilizado diminuindo os custos e o impacto ambiental decorrente da sua produção. Em suma, trata-se de nanotecnologia sustentável e voltada para a preservação dos recursos hídricos, fundamentais para a manutenção da vida, do meio ambiente e da atividade econômica, assim contribuindo para o desenvolvimento sócio-econômico do país.


Nanopartículas de Dióxido de Titânio

Chemyunion Ltda e Instituto de Química, Universidade de São Paulo

O banho de sol é fundamental para a produção de vitamin D e a manutenção da saúde física e mental, mas a exposição excessiva pode provocar o aparecimento de queimaduras, manchas e em casos mais graves câncer de pele. De fato, em países apresentando grande incidência solar, principalmente de radiação UVA-UVB, e/ou uma cultura que favorece a excessiva exposição solar, tem-se verificado incidência significativa de melanoma. De fato, o câncer de pele é o mais frequente no Brasil, correspondendo a cerca de 25% de todos os tumores malignos registrados no Instituto Nacional do Câncer, INCA. Mas, situação similar foi reportada em outros locais do globo como na Inglaterra, onde o melanoma maligno foi o quinto tipo de câncer mais frequente em 2014. Por outro lado, estima-se que 66% dos australianos irão apresentar algum tipo de câncer de pele até os 70 anos, segundo dados do Conselho de Câncer Australiano.

Dentre os protetores solares, o dióxido de titânio é um dos mais largamente utilizados tendo-se em vista sua alta eficiência e estabilidade aliadas a baixa toxicidade.  De fato, sua utilização é aprovada globalmente e está presente em mais de 25% dos produtos que oferecem proteção solar, particularmente em produtos infantis e produtos para peles sensíveis devido ao baixo risco de irritação quando comparado à outras substâncias fotoprotetoras. Porém, tendem a apresentar um sensorial bastante desagradável devido a formação de um filme branco e pegajoso na superfície da pele, fazendo com que os usuários apliquem menos protetor solar do que o necessário para apresentar eficácia.

Porém, o segmento de proteção solar carece de inovações em especial pelas dificuldades encontradas no desenvolvimento de materiais apresentando propriedades adequadas para aplicação como protetores solares. Neste projeto visamos o desenvolvimento e a produção em escala piloto de nanopartículas de dióxido de titânio, totalmente dispersáveis em formulações cosméticas, gerando produtos seguros e eficientes, mais transparentes e com sensorial melhorado. Tais características serão verificadas e monitoradas por meio de ensaios específicos realizados nos laboratórios da Chemyunion ou de empresas parceiras, obedecendo as rígidas normas e boas práticas, de modo a garantir a alta qualidade dos produtos gerados. Em suma, os materiais desenvolvidos neste projeto irão contribuir para melhorar a saúde e o bem-estar, aumentando a qualidade de vida da população, além de contribuir para aumentar a competitividade dos produtos brasileiros.

Responsáveis:

Prof. Dr. Marcelo N.P. Carreño (Coordenador), Escola Politécnica, USP

Prof. Dr. Koiti Araki, Istituto de Química, USP

Dr. Cesar F. Amorim, EMG System do Brasil Ltda.


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